segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Lenda do Pinheiro de Natal




Há muito, muito tempo, na noite de Natal, existiam três árvores junto do presépio: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao verem o Menino Jesus nascer, as três árvores quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao Menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro, como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao Menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e enfeitando o pinheiro. Quando isto aconteceu, o Menino Jesus olhou para o pinheiro, levantou os braços e sorriu! Reza a lenda que foi assim que o pinheiro – sempre enfeitado com luzes – foi eleito a árvore típica de Natal.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Banalização da Violência em Redes Sociais


Hoje eu gostaria de falar de coisas doces, sobre a natureza, sobre o amor, mas como falar de flores se hoje só vejo e leio coisas que me incomodam. Não deveríamos ser tão desinteressados da realidade apenas para sobreviver como se vivêssemos no país das maravilhas, acho que a indiferença não deveria se tornar habitual, corriqueira e cotidiana. O fato de você não gostar disto ou daquilo não significa que compartilhando imagens que banalizam a violência, o preconceito e a vida seu problema será resolvido.
  • Seu problema será resolvido quando cobrar dos políticos, aqueles os quais votou se é que ainda se lembra...
  • Será resolvido quando participar do plano diretor de sua cidade, se é que você sabe o que é isso...
  • Será resolvido quando participar da reunião de pais do seu filho na escola...
  • Será resolvido quando você sair do mundo das ideias e observar o mundo ao redor e ver que a miséria existe e que a indiferença mata mais que a fome...
  • Será resolvido quando você se sair da frente da tela de um computador e for pra rua de forma civilizada lutar por um mundo melhor.
  • Será resolvido quando você parar de cobrar um português correto dos outros se você é incapaz de interpretar um texto ou uma mensagem subliminar e ainda sair compartilhando, disseminando ódio, rancor e valores desnecessários e

Eu ainda saio deste Facebook...

Riscos da banalização
Aceitar que a violência possa ser banalizada e naturalizada é uma tentativa de diluir o seu impacto, seu terror; de se evadir de seus efeitos, de não se implicar com a existência de suas manifestações e com as possibilidades, por pequenas que sejam, de sua transformação. “Esta banalização da violência é, talvez, um dos aliados mais fortes de sua perpetuação”. Resignado à ideia, inculcada pela repetição do jargão de que somos ‘instintivamente violentos’, o homem curva-se ao destino e acaba por admitir a existência da violência, como admite a certeza da morte. A virulência deste hábito mental é tão daninha e potente que, quem quer que se insurja contra este preconceito, arrisca-se a ser estigmatizado de "idealista", "otimista ingênuo" ou "bobo alegre" Maria Laurinda Ribeiro de Souza.

http://www2.uol.com.br/percurso/main/pcs25/abanalizacaodaviolencia.htm

sábado, 24 de agosto de 2013

Eu

Sei lá o que acontece, sabe aqueles dias que sentimos nostalgia, saudades do que vivemos e do que não vivemos. Não é tristeza, é algo sem explicação, sem pé, nem cabeça. Talvez também a falta dos meus amigos de verdade, daqueles que passamos um dia conversando, sem parar, sem cansar.

Só sei que andamos carentes de pessoas interessantes e quando nos deparamos com uma, ficamos babando e meio que apaixonando mesmo, nem sei se essa palavra existe...Quero mais gente assim do meu lado, preciso, necessito.

Tem dias que há momentos de imensa alegria, mas ficar nisso o tempo todo não é verdadeiro, é meio falso, é meio esquisito. Então o melhor é vivenciar esse sentimento que existe no momento. Daqui a pouco passa e outras coisas aparecem. É assim que sou, meio doce, meio amarga, porém nunca sem sal...


"Ave de Prata", por Filipe Catto

Já era apaixonada pela música e agora essa interpretação que invade a alma...Daquelas que escutamos mil vezes sem cansar.


Ave de Prata - Zé Ramalho

É muito mais do que muito
Muito mais do que quantos anos todos piorei

É muito mais do que mata
Muito mais do que morrem todos pela planta do pé
É muito mais do que fera
Mais do que bicho quando quer procriar
Uma espécie, sementes da água, mistérios da luz
Émuito mais do que antes
Mais do que vinte anos multiplicar
Dividir a mentira
Entre cabelos, olhos e furacões
Inventar objetos
Pela esfinge quando era mulher
Ave de prata
Veneno de fogo
Vaga-lume do mar
O mar que se acaba na areia
Gemidos da terra apoiados no chão
Entre todos que usam os dentes do arpão
Apoiados em cada parede pela mão
Pela mão que criou tantas trevas e luz
e cada coisa perdida
Perdidamente pode se apaixonar
Pela última vida
Poucos amigos hão de te procurar
Como é o silêncio?
E nesse momento, tudo deve calar
numa história que venha do povo
O juízo final


sábado, 11 de maio de 2013

O Direito ao Delírio

Sendo eu uma eterna sonhadora fico feliz em poder compartilhar um hino ao sonhador. Bela escolha para a véspera do dia das mães. Mães que sonham com um futuro feliz para seus filhos, mães como as do texto, da Plaza de Mayo, que são um exemplo de saúde mental porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.




EDUARDO GALEANO, O DIREITO AO DELÍRIO


No século vinte e um,

se ainda estamos aqui,

todos nós seremos gente do século passado

e, pior ainda, seremos gente do milênio passado.

Ainda não podemos adivinhar o tempo que será,

sim que temos, ao menos, o direito de imaginar

o que queremos que seja.

As Nações Unidas proclamaram

extensas listas de direitos humanos,

mas a imensa maioria da humanidade

não tem mais que o direito

de ver, ouvir e calar.

Que tal se começarmos a exercer o jamais proclamado

direito de sonhar?

Que tal se deliramos por um tempinho?,

ao fim do milênio,

vamos fixar os olhos mais além da infâmia

para adivinhar outro mundo possível:

O ar estará limpo de todo veneno que não venha

dos medos humanos e das humanas paixões.

As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel,

nem serão programadas pelo computador,

nem serão compradas pelo supermercado,

nem serão assistidas pelo televisor.

O televisor deixará de deixar de ser

o membro mais importante da família.

As pessoas trabalharão para viver,

em lugar de viver para trabalhar.

Se incorporará aos códigos penais

o delito de estupidez,

que cometem os que

vivem para ter ou para ganhar,

em vez de viver

por viver e só.

Como canta o pássaro,

sem saber que canta,

e como brinca a criança,

sem saber que brinca.

Em nenhum país irão presos os rapazes

que se neguem a cumprir o serviço militar,

mas os que queiram cumpri-lo.

Os economistas não chamarão nível de vida

ao nível de consumo;

nem chamarão qualidade de vida

à quantidade de cosas.

Os cozinheiros não mais acreditarão

que as lagostas adoram que as fervam vivas.

Os historiadores não acreditarão mais

que os países adoram ser invadidos.

O mundo já não estará em guerra contra os pobres,

mas contra a pobreza.

E a industria militar não terá mais remédio

que declarar-se falida.

A comida não será uma mercadoria,

nem a comunicação um negócio.

Porque a comida e a comunicação

são direitos humanos.

Ninguém morrerá de fome,

porque ninguém morrerá de indigestão.

As crianças de rua não serão tratados

como se fossem lixo,

porque não haverá crianças de rua.

As crianças ricas não serão tratadas

como se fossem dinheiro,

porque não haverá crianças ricas.

A educação não será o privilégio

dos que possam pagá-la,

e a polícia não será a maldição

de quem não pode comprá-la.

A justiça e a liberdade,

irmãs siamesas,

condenadas a viver separadas,

voltarão a juntar-se,

voltarão a juntar-se bem grudadinhas,

costa contra costa.

Na Argentina, as loucas da praça de maio

serão um exemplo de saúde mental,

porque elas se negarão a esquecer

os tempos da amnésia obrigatória.

A perfeição,

a perfeição continuará sendo

o aborrecido privilégio dos deuses.

Mas neste mundo,

neste mundo desajeitado e fodido,

cada noite será vivida

como se fosse a última,

e cada dia como se fosse o primeiro.

A UTOPIA é como o horizonte.

Nós o vemos ao longe,

nunca o alcançaremos,

mas serve para que

continuemos a caminhar.

(Fernando Berri)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bolo de Nutela

Dia desses postei no Facebook, uma receita de Bolo de Nutella que causou um certo alvoroço entre meus amigos, pois a imagem era de babar. Já que fez sucesso compartilho aqui também, inclusive a bela imagem, rs. 

Fica a dica:
A vida deve ser comparada a uma delicioso bolo de Nutella. Que a gente acaba não resistindo...

E como diria Oscar Wilde "Posso resistir a tudo, menos a tentação". As desilusões, frustrações e desencantos não podem impedir que a vida continue sendo doce.

Bon Appetit.



Bolo de Iogurte e Nutella


INGREDIENTES

1 pote de iogurte natural de 170 g

3 ovos

1 pote (do iogurte) de açúcar

1 pote (do iogurte) de chocolate em pó

3 potes (do iogurte) de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento

1 ou 2 potes de 350 g de nutella para rechear e cobrir (se quiser cobrir e rechear use 2)

1 pote (do iogurte) de óleo. Obs.: coloquei menos e deu certo.

MODO DE PREPARO

Não precisa de batedeira, pode ser feito a mão.

Em uma tigela misture com um batedor os ovos e o iogurte

Acrescente o óleo e o açúcar e misture bem

Coloque o chocolate e a farinha aos poucos, misturando.

Por último o fermento

Coloque em forma de 20 cm de diâmetro, untada e enfarinhada.

Asse em forno preaquecido, a 180 graus, por aproximadamente 40 minutos, ou até furar com um palito e sair limpo.

Se desejar rechear, corte o bolo ao meio e coloque nutella, senão apenas cubra.

Coloque a outra parte do bolo e cubra todo com nutella.